Um pouco sobre mim

Minha foto

Tendo exercido atividades nas áreas de Administração de Bens, jornalismo, marketing, agricultura e mineração. Atualmente se dedica a produção de livros, tendo traduzido para o idioma português as obras: "Os Deuses Atômicos", "O Irmão Branco", "Fraternidade" e "AUM". É de sua autoria "O Livro da Lei para o Povo Suplicante". Pratica Astrologia Esotérica, ocultismo e exerce atividades como: escritor, palestrante e atividades sociais.

Idiomas

English French German Spain Italian Dutch Russian Hindi Japanese Korean Arabic Chinese Simplified

Um pouco sobre o Blog ...

Este Blog abrange todo o nosso aprendizado nestes 54 anos de estudos onde percorremos as escolas compreendidas pelo espiritismo, cristianismo, teosofia, budismo, zen-budismo, hinduísmo, rosa-crucianismo e gnose, não descurando da astrologia, astronomia e todas as ciências físicas com suas derivações.

domingo, 9 de novembro de 2014

Livro AUM - A Palavra de Poder


Clique para ler o Livro:
 AUM - A Palavra de Poder
O conceito da "verdade" vem desafiando a humanidade por milhares de anos. Filósofos da antiga Grécia debatiam a natureza da verdade. Eles discutiam se ela era real e absoluta, ou relativa e ilusória. Suas dúvidas podem ter sido refletidas numa questão de Pilatos: "Que é a verdade?" (João 18:38).
Hoje, a mesma pergunta surge continuamente em várias situações. É de vital importância que achemos a resposta para esta pergunta principalmente na área de religião, onde cada seita, doutrina ou até mesmo postulado filosófico costuma se dizer dono da Verdade, impondo-a sobre seus seguidores como “camisas de força” que impedem outras formas de, pelo menos, testar se aquilo que se está defendendo como verdade é realmente inabalável. Sempre fica o questionamento: O que é verdadeiro? Posso conhecer a verdade?
Para nos ajudar a responder a estas questões, vamos focalizar nossa atenção no versículo 8:32 do Evangelho de João: nele Jesus diz: "E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará [1]." Considerando as implicações desta afirmação teríamos que admitir apenas uma verdade, porém, como tantos podem empunhar, indiferentes às alheias, verdades tão diversas como diversas são as religiões e filosofias existentes na face da Terra?
Nosso propósito em relação a este Blog sempre foi e continuará sendo expor os diversos aspectos da Verdade, independente de dogmas religiosos ou de ponto de vista filosóficos, daí que não poderíamos furtar nossos visitantes da oportunidade de conhecer o trabalho exposto no livro AUM  - a Palavra de Poder, de autoria de Omar Cherenzi Lind e que traduzimos para o idioma português, apesar do autor estar no “índex [2]” da Gnose e de alguns gnósticos como Mago Negro, embora não mereça este rótulo por causa de sua incapacidade na arte de fazer prevalecer sua vontade perante seus detratores.
Ao entregar esta obra aos estudantes da Sabedoria Real não posso deixar de reconhecer os benefícios que sua leitura nos proporcionará e tenho a certeza de, com a mesma, estou acenando com mais uma chave que abre uma das diversas portas que nos coloca perante o Supremo Santuário da Verdade. Examinem com cuidado as informações contidas no livro e decidam, por vocês mesmos, sem depender de qualquer julgamento estranho, o valor da obra.
Façam bom proveito.
Panyatara

Para ler o Livro Online clique na barra lateral do blog “Livros Digitais para Download:" com a opção de baixar em PDF para o seu computador.








[1] Quando O Mestre Jesus proferiu a célebre frase “Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará se referia ao Cristo Interno de cada Ser humano.
[2] Catálogo que relaciona livros proibidos.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

DIÁLOGOS ESOTÉRICOS


Por causa da natureza deste Blog muitos estudantes têm nos cumulado com suas perguntas buscando respostas para assuntos nem sempre encontradas na Internet nem, tampouco, na multidão de livros que procuram, seriamente, iluminar nosso entendimento espiritual. Na busca para atender, temos aprendido bastante com os questionamentos sérios a que temos sido submetidos e, dentro de nossos limites  pessoais, sabendo que, dentro de cada cabeça uma sentença, estes diálogos, inclusive abordando experiências pessoais ricas em símbolos que poderiam, também,  enriquecer o entendimento sincero de outros  estudantes com vivências e dúvidas semelhantes, resolvemos colocar um canto em nosso Blog para questionamentos que possam somar em nossas buscas e possibilitar, também, àqueles que buscam seriamente, uma oportunidade de servir aprendendo, como é nosso caso pessoal, embora saiba que a melhor forma de aprender é entrar em contato com meu SER INTERNO.

Panyatara


Para ter acesso aos arquivos em PDF clique na barra lateral do Blog nos itens Parte I e Parte II com opção de baixar em PDF, para o seu computador.


terça-feira, 21 de outubro de 2014

POIMANDRES

POIMANDRES

(Comentado por Panyatara)

Aqueles que realmente buscam a Verdade não podem deixar de ler e estudar a obra “Corpus Hermeticum” que teria sido escrita por Hermes Trismegistos, constituída do Discurso de Iniciação do próprio Hermes Trismegistos e d”A Tábua de Esmeralda.
No primeiro Capítulo do livro temos o colóquio entre Poimandres, o Noûs (Mente Divina) de Hermes e o próprio, cujos trechos mais simbólicos procuramos comentar para facilitar o entendimento da mensagem que ele encerra.
É interessante observar que o livro OS DEUSES ATÔMICOS fala detalhadamente de Poimandres como a Átomo Noûs, existente no ventrículo esquerdo de cada coração humano e o Mestre M. ensina, através do que denomina Ioga Ocidental, uma fórmula prática para acessar a sabedoria nele existente.
Nesta abordagem do primeiro capítulo do livro, onde Poimandres revela a Hermes Trismegistos a sabedoria que o transformará no arauto da Verdade para épocas futuras, a mensagem que todos devemos procurar compreender, porque nela existe o verdadeiro fundamento de nossa vida na face da Terra, é a oportunidade que temos para colaborar na transformação, não somente nossa, mas de toda a humanidade.
É importante também verificarmos que desde épocas remotas nos tem chegado a mesma mensagem (o EU SOU é a única realidade em nossas vidas) confirmando e comprovando os ensinamentos de Rama, de Krshna, de Buda e de Jesus, todos procurando direcionar a mente e a ação dos seres humanos para uma realidade que precisa ser observada, tanto para melhorar as condições de vida do ser humano na face da Terra, como para evitar os sofrimentos e vibrações terríveis de sofrimento e frustração dos mesmos quando se despem do corpo de carne e se encontram no outro lado da vida despreparados para enfrentar as consequências de suas atitudes enquanto encarnados, por terem dissipados existências inteiras sem nada produzir para se aproximar desse Ser maravilhoso que mora em nossos corações e tenta nos ajudar a vencer nossa própria ignorância. Todos temos um Poimandres dentro de nós e o mesmo arde em amor para nos ajudar a conquistar nossa emancipação total da dor e do sofrimento. Examinem cada palavra do que está escrito e aqueles que desejarem fazer perguntas, ou melhor, trocar ideias comigo sobre a forma em que estão expostas as verdades iniciáticas neste livro, podem ficar na certeza de que terei imenso prazer em discutir o assunto, naturalmente dentro de minhas limitações.
Geralmente o estudante “gosta apenas de saber das coisas”, porém o objetivo da Ciência Espiritual é torná-lo consciente de que é, na verdade, o morador de um corpo material que putrefará quando a Vida (o Espírito) abandonar este invólucro ao qual está tão identificado que não percebe que ele não é o Corpo, mas a Vida que o anima. Minha experiência de vida, embora saiba que só servirá para mim mesmo diz: Acorde, meu irmão! Vale a pena pelo menos tentar se identificar com sua Realidade interna. Ela te ama e, ao primeiro sentimento de sua aspiração sincera, ela fará um esforço inaudito para envolvê-lo em seu amor. Fuja das ilusões provocadas pela mente e desenvolva sua intuição; verá que existem outras formas de saber e, o espiritual, só nos chegará quando aprendermos a confiar na sabedoria de nosso Homem Interior do coração (1Pedro 3;4:..seja, porém, o homem interior do oração unido ao incorruptível de um espírito manso e tranquilo que é de grande valor diante de Deus).

Panyatara


Para ler o Artigo Poimandres em PDF clique abaixo com a opção de baixar em PDF para o seu computador.

https://sites.google.com/site/corpushermeticumpoimandres/

terça-feira, 14 de outubro de 2014

INSTRUÇÕES PARA DESPERTAR A INTUIÇÃO

INSTRUÇÕES PARA DESPERTAR A INTUIÇÃO


A intuição pode e deve ser desenvolvida de muitas e diversas maneira e, uma das mais uteis e efetivas formas é o estudo e a interpretação dos símbolos.
Símbolo é uma figura gráfica que representa abreviadamente uma ideia consciente que encerra uma ideia inconsciente. Os símbolos constituem a forma externa e visível das realidades espirituais internas e quando o estudante obtém a facilidade de descobrir a realidade que se acha em qualquer forma específica, significa que começou a despertar a intuição e perceber além do que a mente tem possibilidades de apresentar à sua consciência espiritual.
A simbologia é uma forma de linguagem, trazida pelos seres da evolução dévica ou Angélica, com a finalidade de permitir ao homem alcançar, através de “insights”, a compreensão de certas verdades que ultrapassam os meios do entendimento comum.  Tem servido também para a preservação de informações que não devem ser escritas nem faladas, mas que precisam ultrapassar os séculos e as culturas.
O estudo dos símbolos é fundamental para se conquistar a intuição e quando é realizado com fé e constância, concede, ao buscador, o seguinte:
a) Desenvolve o poder de penetrar por trás da forma e chegar à realidade subjetiva apresentada pela mesma.
b) Produz uma estreita integração entre alma-mente-cérebro que, uma vez conseguida permite que a intuição ocorra com mais frequência, portanto concedendo iluminação e a aproximação da verdade.
c) Exerce pressão sobre certas zonas adormecidas do cérebro, ativando as células cerebrais, sendo esta a primeira etapa na experiência do estudante. Esta etapa desperta, na maioria dos estudantes, o centro entre as sobrancelhas, enquanto que o chacra no topo da cabeça vibra de forma muito suave, porém sem entrar em completo funcionamento. 

Quando busque desenvolver a intuição é extremamente importante que o estudante, em suas práticas, mantenha ante si e como meta principal, o propósito de chegar ao conceito subjacente em qualquer símbolo que estude. Dito conceito sempre deve ser sintético, não podendo ser detalhado nem desmembrado, embora talvez possa se chegar a ele pelo estudo dos detalhes e o significado de algumas partes ou frações do símbolo em consideração. Contudo, quando finalizar a análise não deve sentir-se satisfeito até haver resumido o significado do símbolo numa ideia, conceito, significado ou nome sintético. 

Os símbolos devem ser estudados de três maneiras:

1ª.) Exotericamente - Isto envolve o estudo de sua forma, suas linhas, seu significado numérico, seus valores e, também, suas formas secionais, ou seja, suas modificações, como, por exemplo, cubos, triângulos, estrelas e sua mútua inter-relação. 
2ª.) Conceitualmente - O objetivo é chegar à ideia subjacente que pode estar expressa no nome do símbolo ou em seu significado total ou parcial. Esta ideia deve surgir na consciência do estudante através da meditação. Enquanto realiza esta prática o estudante deve recordar que a ideia implica na intenção abstrata ou superior do símbolo; que o significado dele é essa intenção expressa em termos de mente concreta; que seu significado é mais próximo da qualidade emotiva e pode se dizer que constitui o tipo de desejos que desperta no estudante. 
3ª.) Esotericamente – Implica o efeito que produz a força ou energia e a qualidade de vibração que poderia despertar em algum dos chacras, talvez no corpo astral ou somente na mente.
Quando este estudo é empreendido corretamente, conduz inexoravelmente ao desenvolvimento da intuição e sua conseguinte manifestação no plano físico como iluminação, compreensão e amor. 
Em primeiro lugar o objetivo do estudo do simbolismo é capacitar o estudante para sentir sua qualidade e fazer contato com esse algo vibrante que se acha por trás desse conjunto de linhas, cor e forma, do qual o símbolo está composto. 
Para algumas pessoas este estudo resulta relativamente fácil, porém não para a maioria, o que indica a ausência de algo que deve ser conquistado pela Alma, empregando faculdades que, na atualidade, estão adormecidas. Sempre é desagradável despertar qualquer faculdade latente e isto requer grande esforço e determinação para que o estudante não seja desviado pelas reações naturais de sua personalidade, sempre acomodada ao seu estado atual, não achando necessário fazer esforços por algo que não conhece bem e, às vezes, não vê sua utilidade dentro do processo de vida normal. 
Muitos estudantes consideram difícil compreender em que forma o desentranhamento do significado de um símbolo pode proporcionar o meio adequado para colocar em atividade funcional as adormecidas faculdades búdicas ou intuitivas, entretanto, a leitura de símbolos ou “leitura espiritual” já era considerada por Patanjali uma arte difícil, mas necessária. 
O poder para interpretar símbolos sempre precede à verdadeira revelação. Captar a verdade representada por uma linha ou uma série de linhas que compõem uma forma simbólica não é tudo o que se tem de fazer. Uma boa memória pode lembrar que uma série de linhas, formando um triângulo ou uma série de triângulos significa a Trindade ou qualquer série de triplicidades dentro da manifestação macro ou microcósmica. 
Porém essa atividade e exatidão da memória de nada servirão para despertar as células cerebrais adormecidas ou para ativar a intuição. O estudante deve recordar (e aqui se faz evidente o valor de certo conhecimento de ocultismo acadêmico ou técnico) que o plano onde se manifesta a intuição e se acha ativa a consciência intuitiva é o plano búdico ou intuitivo. Dito plano é a analogia superior do astral ou emocional, o plano da percepção sensória através de uma sentida identificação com o objeto da atenção ou atração. 
É evidente, portanto que quando se deseja ativar a faculdade intuitiva pelo estudo de símbolos, o estudante deve sentir ou estar, em certa forma, identificado com a natureza qualitativa do símbolo e com a natureza dessa realidade que a forma simbólica oculta. Deve, portanto, procurar estudar esse aspecto da leitura de símbolos. 
O estudante deveria investigar, por conseguinte, depois de ter estudado devidamente o aspecto forma produzido pelo símbolo, que tipo de sentimento evoca em si, que aspirações desperta e que sonhos, ilusões e reações registra conscientemente. Esta é a etapa intermediária entre a leitura exotérica do símbolo e a compreensão conceitual. Depois existe outra etapa posterior, intermediária entre a compreensão conceitual e a captação e aplicação esotérica, a qual se denomina “reconhecimento sintético”. 
Tendo estudado a forma e percebido seu significado emotivo, deve passar para a etapa em que é captada a ideia básica do símbolo e, dali para a compreensão sintética de seu propósito. Isto conduz ao verdadeiro esoterismo, que é a aplicação prática de seu sintético poder vital às origens da vida e da ação individual. 
É importante que o estudante compreenda que, apesar de nossa linguagem parecer rebuscada e de difícil compreensão, basta que se decida realmente “a buscar com sinceridade” desenvolver esta aptidão de sua mente, que sua Alma, onde realmente está a compreensão sintética dos símbolos, lhe proporcionará esta abertura conceitual da mente para que chegue à compreensão intuitiva das mensagens contidas nos mesmos. 
Continuando, é importante que o símbolo não somente seja interpretado de forma inteligente, mas, também, seja reconhecida sua reação mais sutil sobre o estudante e, por conseguinte, sua sensibilidade sensória para com o símbolo. O principiante deve, por uma questão de disciplina, primeiramente começar estudando alguns símbolos por ano, encarando-os desde seu aspecto forma, procurando se familiarizar com seu aspecto externo, linhas, triângulos, quadrados, círculos, cruzes e outras formas que possam compô-lo, esforçando-se por compreendê-lo intelectualmente, para isto empregando a memória e o conhecimento possuído para interpretá-lo exotericamente, entretanto sem a preocupação de entendê-lo em todo o seu significado, pois isto acontecerá paulatinamente, mas de forma inexorável. 
Enquanto se familiariza com o símbolo e, sem esforço, deve sempre lembrá-lo, procurando perceber sua qualidade, fazer contato com sua vibração e observar o efeito emocional que o mesmo produz. Isto pode variar cada dia ou permanecer invariável. Observe sua reação pessoal para o símbolo e procure perceber para onde estas vibrações o conduzem, lembrando sempre que elas não provêm da intuição, mas que são reações do corpo sensório ou astral. 
Finalmente, deve tomar nota do que vai se constituindo para ele a qualidade básica do símbolo; depois (da mesma forma que na meditação) deve elevar o tema ao reino da mente, concentrando-se no mesmo com a mente atenta e enfocada. Isto objetiva levar o estudante ao reino dos conceitos. 

O estudo dos símbolos envolve três etapas:

1º - Investigação do símbolo e o conseguinte progresso daquele que analisa, de uma etapa de percepção a outra, até incluir gradualmente todo o campo que abarca o símbolo.
2º - Percepção intuitiva dos símbolos que se observam em todas as partes na divina manifestação. A compreensão do aluno faz com que ele veja além do que está à sua frente, seja em trechos de escrita comum, em parábolas e símbolos consagrados. 
3º - O uso de símbolos no plano físico e sua correta adaptação ao propósito, visto e reconhecido, conduz conseguintemente a magnetizar o símbolo com a qualidade necessária, por meio da qual a ideia pode fazer sentir sua presença, a fim de que a ideia intuída e qualificada encontre uma forma correta no plano físico. 
Geralmente o estudante quer participar dos poderes do espírito, mas não se dá conta da necessidade de estudar, interpretar e penetrar até o significado mais recôndito do que se lhe depara na vida e que isto é que acrescenta progresso espiritual. Cabem aqui algumas perguntas: O que existe no mundo objetivo que não seja um símbolo adequado de uma ideia divina? O que possuímos, em nossa manifestação externa, que não seja o sinal visível do plano da Divindade criadora para cada um de nós? O que somos senão a expressão externa de uma ideia divina? 
Devemos aprender a ver os símbolos em nosso entorno e depois penetrar em sua compreensão até chegar a ideia que ele deve expressar. O assunto é longo e somente será compreendido quando o estudante começar a se tornar verdadeiramente intuitivo, pois começará a “ver” não mais somente com a mente, mas com o coração. 
É importantíssimo que o estudante compreenda que, embora a intuição seja um dos cinco estágios da mente capaz de ser compreendido pelo ser humano (físico, astral, mental, intuicional ou búdico e akáshico), nosso atual estado de evolução se realiza num universo de característica puramente mental (BRAHMA É MENTE), daí que a intuição somente poderá ser percebida através de insights mentais, embora ainda esteja sob a avaliação da mente lógica, restritiva e formal em sua dicotomia consciencial e sujeita também ao conhecido “efeito einstellung”, ou seja, de somente aceitar conceitos já conhecidos e estabelecidos como “verdades”, embora de caráter pessoal. 
Para ajudar na preparação daqueles que aspiram ardentemente “fugir” do efeito acima mencionado e entesourar uma nova forma de perceber as verdades que estão introduzidas nos símbolos e não percebidas pela mente racional, por causa do tal efeito “einstellung” (aceitar as coisas dentro do que a mente já estabeleceu, sem compreender que existe uma verdade para cada nível consciencial existente dentro dos vários planos da criação!). 
Estampamos, em seguida, algumas frases existentes em livros religiosos que dizem muito mais do que a primeira leitura pode trazer, como procuramos explicar sucintamente e, também, alguns símbolos em forma de imagens que podem facilmente provocar insights à mente aberta, com suas explicações mais sutis, porém mais próximas da mensagem real que o estudante deve acessar, a fim de incentivar a compreensão das milhares de frases existentes na Bíblia, no Evangelho, no Bhagavad Gita, no  Alcorão e nos livros de alquimia em geral:

Palavras e frases simbólicas:
Gólgota = Caveira, Crâneo, onde, simbolicamente, a Vida (Cristo = “O EU SOU o caminho, a verdade e a Vida”, “O EU SOU é o Pão (alimento) da Vida”) é crucificada. É importante notar que O EU SOU é o Ser Interno e é ELE QUEM É CRUCIFICADO NA CRUZ (corpo) HUMANA.
Arca de Noé = O corpo humano do homem atual. Antes, a forma do que hoje é o ser humano era bastante animal, em seus apetites e capacidade de utilizar a mente.
Cruz = O corpo humano, o Chacra raiz ou básico.
Rio Jordão = Medula Espinhal.
Krisna = O Condutor da carruagem de Arjuna no Bhagavad Gita = O Cristo Interno encarnado, O Íntimo, A carruagem é o corpo humano e Arjuna a personalidade.
Estatura de Cristo = As 33 vértebras da Coluna Vertebral. 
Nazareth = Significa "Aquele que se consagra". Jesus de Nazareth = Jesus, o que se consagrou. (Uma das centenas de erros históricos da bíblia é a referência de uma cidade na Galiléia com o nome de NAZARÉ. Esta cidade não existia no tempo de Jesus. No Velho Testamento também não há nenhuma referência sobre, nem mapa. O nome mais parecido de uma cidade era EN-NASIRA, descoberta no século III e que foi REBATIZADA como NAZARÉ. Mesmo assim era apenas um lugarejo e sem sinagoga ou edificação onde Cristo poderia pregar à multidão).




São Jorge = O Cavalo Branco SIMBOLIZA o corpo purificado do Iniciado, Sua armadura é o símbolo do Corpo Causal, ou Moradia do Eu Superior (Alma ou Átomo Nous). A lança é o coluna vertebral com seus centros de força desenvolvidos, o Dragão é o Inimigo Secreto, última luta que o Iniciado trava para vencer a Batalha de Kurukshetra dentro de si mesmo; o penacho vermelho em seu elmo e a capa vermelha é sinal de que despertou o Fogo Solar (Kundalini); a gruta ao lado ...



Olhando-se a cabeça do Baphomet, descobre-se que Eliphas Levi utilizou as 4 vértebras soldadas da coluna vertebral (cóccix) para desenhá-la, porém acrescentando-lhe o jorro do fogo serpentino (kundalini) saindo da parte superior dessas vértebras e outros símbolos que estão encobertos nesta gravura.




Três figuras alquímicas com um homem e uma mulher unidos aparentemente na região sexual. Geralmente estas figuras são interpretadas como tendo por base a cópula para fazer com que a Energia Solar (Kundalini) suba para os centros superiores. A verdadeira intuição nos dá a compreensão correta. Tente descobri-la!



Já estamos vivendo na Era de Aquário anunciada simbolicamente(*) há 2.000 anos atrás no Evangelho de Lucas (cap. 22-versc. 7:13) com as seguintes palavras:
“Chegou o dia dos pães asmos em que importava comemorar a páscoa... Então lhes explicou Jesus: Ao entrardes na cidade encontrareis um homem com um cântaro de água: segui-o até à casa que ele entrar, e dizei ao dono da casa: O Mestre manda perguntar-te: Onde é o aposento no qual hei de comer a páscoa com os meus discípulos?

Ele vos mostrará um espaçoso cenáculo mobiliado; ali fazei os preparativos. E, indo, tudo encontraram como Jesus lhes dissera e prepararam a páscoa”. (Veja neste Blog a postagem O MOMENTO ATUAL DA HUMANIDADE E O OBJETIVO SUPERIOR DA MAÇONARIA E DAS FRATERNIDADES ROSA-CRUZ).

Bem, sabemos que páscoa significa “passagem” e que o cenáculo mobiliado é o Zodíaco e “Casa” é o signo de Aquário, onde o Mestre “comerá” a Páscoa conosco. Perguntamos: Estamos já na condição de discípulos?

Ficamos à disposição para perguntas sobre este tema, fundamental para a percepção além da mente.

  Panyatara

 

(*) Tanto os Evangelhos como o Pentateuco estão saturados de frases simbólicas que só serão entendidas através do desenvolvimento da intuição.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

OS 7 PORTAIS

Geralmente, o estudante que se aproxima das verdades que envolvem sua natureza espiritual fica empolgado (alguns até mesmo se tornam fanatizados) com as possibilidades que estas lhe oferecem para suplantar, tanto suas limitações pessoais, como, por exemplo, a dependência dos fatores sociais que o aprisionam e aos quais sua felicidade está submetida, bem como a possibilidade de adquirir poderes com os quais pensa poder submeter as ordens do Universo a seu bel-prazer.
A busca do desenvolvimento de sua natureza interna passa a ser o motivo principal de sua vida e, para isto não mede esforços. Passa a atender prazeroso ao chamado das várias escolas e disciplinas esotéricas (maçonaria, rosacrucianismo, gnosticismo, cabalismo esotérico e muitas outras rotulações religiosas, tanto orientais como ocidentais) que lhe prometem, através de práticas e de rituais iniciáticos, o caminho seguro para um estado de consciência que alegam possuir, porém sem apresentar, entre seus dirigentes, os resultados esperados pelo verdadeiro estudante.
Quase todas estas escolas abordam as energias mais sutis que envolvem a evolução do Ser humano na face da Terra, bem como a possibilidade de estudo pormenorizado dos centros de força (Chacras) existentes na estrutura humana e falam da importância fundamental de se fazer com que a energia Solar (kundalinî) suba de seu assento na base do cóccix[1] para o alto da cabeça (Chacra coronário).
            Algumas abordam escancaradamente os benefícios contidos na energia sexual para tal consecução e preconizam a pratica do sexo obedecendo cânones dificilmente alcançáveis e outros, pudicamente, consideram esta abordagem como magia negra. Ambas ouviram o galo cantar, mas não sabem onde, daí que os resultados apresentados são nulos, nisto ficando incluso o próprio sucesso de seus gurus ou mestres, alguns se servindo inclusive de ervas alucinógenas para obter um resultado que além de duvidoso quase sempre provoca distúrbios que necessitam, às vezes, várias encarnações para serem sanados.
Os verdadeiros Mestres de Sabedoria são unanimes em alertar que somente um Mestre verdadeiramente iniciado pode ajudar nesta empresa e vivemos em busca do mesmo ignorando que o mesmo está dentro de nós mesmos.
O caminho a ser percorrido (preconizado em todas as religiões) só pode ser pisado por aquele que está realmente disposto a dominar suas viciações pessoais porque, ao contrário, em vez de se iluminar, o Aspirante poderá se autodestruir, com consequências desastrosas para suas aspirações e seu progresso evolutivo natural.
Apontamos abaixo quais as virtudes que naturalmente devem ser conquistadas por aqueles que aspiram sinceramente a atravessar os 7 PORTAIS da Sabedoria e conquistar a condição de verdadeiro servidor da OBRA, ou seja, um Maçom Perfeito ou um autêntico Rosa-cruz. As informações dadas objetivam apenas a comprovação, pelo próprio estudante, do que está acontecendo com ele em termos de desenvolvimento espiritual e, ao invés de colocá-lo num grau de supremacia em relação a qualquer coisa, deve torná-lo consciente que o desenvolvimento natural dessa energia está se fazendo de acordo com a Sabedoria da Natureza, que oferece sempre o troféu de nossas conquistas no campo espiritual a todos aqueles que aprendem a se disciplinar para poder servir melhor.
Disciplina e vontade de servir constituem o passaporte seguro para transpor os 7 Portais de Sabedoria.


O 1º PORTAL: PACIÊNCIA
A virtude a ser adquirida para que os eflúvios de Kundalinî penetrem naturalmente por este chacra, sem os perigos de aumentar nossa animalidade ad infinitum é: A PACIÊNCIA.
O Caminho a ser percorrido para a conquista desta virtude implica em:
1. Purificar o coração.
2. Abandonar as imitações cegas, adquiridas de nossos antepassados (aprisionamento dentro de certos conceitos, sejam religiosos, sociais ou disciplinares) que não nos levam a nada, pois a instituição dos mesmos em nossas vidas são frutos mais de uma acomodação do que uma tomada de posição em relação ao que se passa dentro de nós.
3. Adoção de uma atitude serena e consentânea aos valores do Evangelho (O meu Reino não é deste mundo, etc., etc.).
4. Aprender a sofrer a incompreensão e o abandono dos amigos que não nos acompanharão neste propósito e nos considerarão alienados, fracos, sem atitudes e faltos de comprometimento com as posturas antes seguidas e que agora queremos abandonar; não devemos nos preocupar com a incompreensão e a ingratidão dos mesmos, pois o caminho é nosso e devemos percorrê-lo sozinho.
5. Observar sem discriminar, ou seja, jamais criticar, pois o “fazes o que tu queres é tudo da Lei” se aplica também para o nosso semelhante.
6. Sinceridade em tudo aquilo que fizermos, pois sem ela não encontraremos a paz que nos dará força para adquirir a PACIÊNCIA.

A conquista da PACIÊNCIA induz o Chacra básico a girar de forma harmônica, permitindo que os eflúvios da Energia Solar “atravessem” as pétalas deste centro de força, proporcionando ao estudante uma visão mais ampla do universo que o envolve, outorgando-lhe uma visão mais compreensiva da vida e uma sensação de bem-estar que nunca tinha experimentado antes. Ao contrário, a impaciência, a pressa e qualquer atitude que não esteja alicerçada num perfeito equilíbrio de atitudes, desarmoniza nossas vibrações e impedem totalmente este acontecimento.
Este Portal está relacionado ao Chacra Raiz ou Básico (Muladhara), a Sephirah Malkuth, e é também conhecido como o Palácio de 4 Portas (Fogo, Terra, Ar e Água).

As características deste chacra são:
Mantra: LAM
Localização: Base da coluna vertebral, no períneo (zona entre os órgãos sexuais e o ânus).
Irradia verticalmente, para baixo
Cor: Vermelha
Castelo de 4 portas (Na prática cabalista o estudante deverá penetrar neste mundo consciencial de acordo com seu signo de nascimento, pois cada porta está relacionada com um dos 4 elementos)
Pétalas: 4

2º PORTAL: DESAPEGO
A virtude a ser adquirida para que os eflúvios de Kundalinî penetrem naturalmente por este chacra, sem os perigos de aumentar nossa animalidade ad infinitum é: O DESAPEGO (o instinto de sobrevivência deve estar sob controle para evitar qualquer forma de egoísmo, inclusive um muito velado em que o propósito da prática em si seja adquirir “felicidade” ou poderes que nos distingam, ao invés da aquisição de qualidades superiores para servir a Raça).
Caminho a ser percorrido:
Devemos nos preparar para sofrer e para a incompreensão, pois aqui teremos de trocar os valores do mundo pelos valores da Alma. Não podemos servir a dois senhores e devemos deixar no altar de nossa aspiração maior a antiga personalidade que, a partir desta etapa, deverá ser iluminada pelo fogo do amor aos princípios superiores da vida a fim de que todos os nossos corpos sejam purificados.
1. Devemos pegar uma acha do fogo desse amor (aos princípios superiores da vida) e iluminar o “eu pessoal”.
2. “Devemos pensar e vivenciar, a partir deste momento o “Seja feita a Tua Vontade, não só no Céu como na Terra”.

Este Portal está relacionado ao Chacra Genésico ou Swadhisthana e a Sephirah Yesod. O desapego deve abranger todo tipo de prazer que nos encadeie a matéria, sem, entretanto nos tornar avesso em relação a qualquer um deles, lembrando sempre a célebre frase da H, P. Blavatsky “Eu posso fazer tudo aquilo que eu posso deixar de fazer”, ou seja, o processo não é repudiar o prazer em si, mas saber discernir que pode fazer qualquer coisa, desde que essa atitude não encadeie a personalidade em qualquer tipo de costume (vício) que contrarie seus propósitos superiores.

As características deste Chacra são:
Mantra: VAM
Localização: Entre o osso púbico e o umbigo; o ponto exato varia em função dos indivíduos.
Irradia horizontalmente.
Cor: Laranja
Pétalas: 6

3º PORTAL: CONHECIMENTO
A virtude a ser adquirida para que os eflúvios de Kundalinî penetrem naturalmente por este Chacra, sem os perigos de aumentar nossa animalidade ad infinitum é: O CONHECIMENTO
1. A conquista da Paciência e do Desapego nos faz chegar ao conhecimento.
2. Com o conhecimento, devemos destruir o cárcere do desejo, seja em que forma se apresente, para, então podermos chegar a compreender o Espírito da Imortalidade e, dessa forma, unirmo-nos com a Sabedoria Eterna.
3. Isto só pode ser conquistado com o domínio da mente emocional e o desenvolvimento de certas qualidades da Alma, como a compaixão e o serviço prestado ao nosso semelhante, prática que nos vincula a um tipo de vibração indispensável na harmonização de nossa estrutura mental-emocional com a dos servidores da Raça. Esta harmonização só é conseguida com o esquecimento do propósito pessoal em favor do propósito coletivo, pois é o primeiro passo para “colher as maçãs do Jardim das Hespérides”. (Aquele que passou o Primeiro e o Segundo Portal deve aprender a estender a taça da compaixão a todos que dela necessitam, recusando um só gole para si, permanecendo sedento até que algum companheiro, percebendo a sua sede, também lhe dê de beber).

Este Portal está relacionado ao Chacra Manipura e as Sephiroth Hod e Netzach e o Conhecimento deve ser adquirido como preparação de um coração compreensivo e uma mente capacitada a extrapolar toda forma de conhecimento dogmático ou de caráter restritivo, de forma tal que o estudante investigue as mais variadas formas do pensar humano (filosofia e ciências em geral), afim de que seu cérebro se enriqueça do maior número de neurônios possíveis. A disciplina e a humildade no estudo são imprescindíveis nesta etapa, pois ler apenas, sem procurar entender, não leva a nada. Neurônios não cultivados morrem rapidamente e não permitem uma concatenação de ideias capaz de visualizar melhor o invisível.

As características deste Chacra são:
Mantra: RAM (RANG)
Localização: Plexo Solar; Plexo Epigástrico; Umbigo.
Irradia horizontalmente,
Cor: Dourada
Pétalas: 10

4º PORTAL: UNIÃO
A virtude a ser adquirida para que os eflúvios de Kundalinî penetrem naturalmente por este Chacra, sem os perigos de aumentar nossa animalidade ad infinitum é: A UNIÃO, no sentido de não mais deixar de reconhecer, por causa do conhecimento adquirido, a unidade da vida entre todas as criaturas. Aqui o estudante também começa a unir sua personalidade com sua individualidade e isto cria as condições adequadas para que sua mente adquira a percepção em níveis intuitivos, ou seja, começa a perceber que “não sou eu mais que vivo, Cristo vive em mim” – (Carta aos Gálatas 2:20).
1. Não mais a personalidade comanda nossas atitudes e entendimento. Começamos a expressar a vontade de nossa Alma, ou Eu Superior, porque já está entronizado em nós a PACIÊNCIA, O DESAPEGO E “SABEMOS INTERNAMENTE” que o importante é amar impessoalmente, pois amor é consciência e não emoção.
2. A união, no seu verdadeiro sentido, é a compreensão de que “Eu e o Pai somos um” e isto só acontece quando “Não sou eu mais que vivo, é o Pai que vive em mim”.
3. Não é mais possível desejos pessoais.
4. A mente está liberta em relação à malícia, a inveja e de manchar a língua com a calúnia.
5. Começa-se a viver a compreensão dos mistérios de Deus, ou seja, da única força que anima tudo e todas as coisas. Embora ainda permaneça no mundo, neste estágio o Ser humano desliga-se totalmente dos valores da vida mundana e se dedica a servir a humanidade.
6. Entretanto, mesmo neste estágio, deve fazer um exame diário observando a fé e verificar se o coração está ocupado com o Propósito de Deus, ou seja, a felicidade e o bem de todos os seres da criação

Este Portal está relacionado ao Chacra Anahata e as Sephiroth Chesed, Guevurah e Tiphereth (pulmões, timo e coração) e os eflúvios da Energia Solar começam a chegar a esta parte do corpo do estudante quando, depois de ter desenvolvido a compaixão e a tolerância, sua mente se torna apenas observadora (não mais discriminadora) e a intuição passa a se fazer presente em sua vida, falando mais alto à sua consciência espiritual.

As características deste Chacra são:
Mantra: YAM
Localização: No centro do peito relacionado à Glândula Timo
Irradia do centro para todos os lados
Cor: Verde
Pétalas: 12

5º PORTAL: CONTENTAMENTO
A virtude a ser adquirida para que os eflúvios de Kundalinî penetrem naturalmente por este Chacra, sem os perigos de aumentar nossa animalidade ad infinitum é: O CONTENTAMENTO.
1. Aqui a homem adquire a Sabedoria de que todas as riquezas do mundo, todo o amor, toda a felicidade e toda dor, são dádivas do Altíssimo.
2. O contentamento Supremo é Deus. Nenhum mal ou sofrimento pode chegar a abalá-lo.
3. Sua palavra está sempre saturada de alegria e objetiva a construção do amor em seus semelhantes.
4. Escolhe a verdade como forma de expressão e sua voz torna-se penetrante em sabedoria e doçura.
5. Caminha com segurança e a certeza de Deus como criador perfeito e bondoso não admite imperfeições na criação, porque vê além das formas.

Este Portal está relacionado ao Chacra Vishuddha e a Sephirah Daat. Quando os eflúvios da Energia Solar começam a chegar a esta parte do corpo do estudante sua liderança se faz presente em todas as ações que objetivem o bem de seu semelhante. Não mais vindica poderes e se torna um verdadeiro servidor da humanidade.

As características deste Chacra são:
Mantra: HAM (HANG)
Localização: No plexo carotídeo e ligado as Glândulas Tiroide e Paratireoides
Irradia para a frente
Cor: Azul celeste
Pétalas: 16

Observação: É neste estado de consciência que, numa subida da energia solar cultivada com os valores negativos da vida que o Ser humano faz a escolha de se tornar um Mago Negro.

6º PORTAL: RIQUEZAS ESPIRITUAIS
A virtude a ser adquirida para que os eflúvios de Kundalinî penetrem naturalmente por este Chacra, sem os perigos de aumentar nossa animalidade ad infinitum é denominada em sabedoria espiritual RIQUEZAS ESPIRITUAIS e está relacionada ao tipo de consciência que o Estudante principia a experimentar quando os eflúvios da Energia Solar começam a inundar o Chacra Frontal.
1. Aqui se abre o caminho da Verdadeira Luz.
2. Vemos a face do Mestre.
3. A cada instante vemos um novo mundo, seus mistérios e a sabedoria nele depositada.
4. Adquire-se a consciência plena de que possuímos um universo dentro de nós.

Este Portal está relacionado ao Chacra Ajna e as Sephirah Hochmah e Binah que estariam, por sua vez, identificadas com as duas pétalas grandes, possuindo cada uma 48 pétalas pequenas. Quando os eflúvios da Energia Solar começam a chegar a esta região um verdadeiro esplendor acontece à consciência do estudante e sua visão transcende os planos da forma em todos os seus segmentos.

As características deste Chacra são:
Mantra: OM
Localização: No plexo pineal e ligado a glândula pituitária (Hipófise)
Irradia para a frente
Cor: Azul índigo
Pétalas: 96

7º PORTAL: LIBERDADE
A virtude a ser adquirida para que os eflúvios de Kundalinî penetrem naturalmente por este Chacra, sem os perigos de aumentar nossa animalidade ad infinitum é: LIBERDADE, implicando o sentido desta palavra na total emancipação do Ser humano de todos os laços que o vinculavam ao mundo das formas.
1. Aqui os eflúvios da Energia solar liberta a consciência do Verdadeiro Ser do seu Eu PESSOAL e de tudo o que o relacione com os mundos físicos. A Obra está realizada.
2. Agora passa a viver com Deus e através de Deus.
3. Não valoriza mais as coisas do mundo.
4. Sua única aspiração é servir com todas as qualidades conquistadas, nos vários reinos onde o Criador se expressa (Dévico, humano, animal, vegetal e animal), principalmente às vidas ainda ocupando formas inferiores.

Este Portal está relacionado ao Chacra Sahasrara e a Sephirah Kether.

As características deste Chacra são:
Mantra: SHAM
Localização: Acima do topo craniano, relacionado à Glândula Pineal.
Irradia para todos os lados
Cor: Todas as cores
Pétalas: 972 (o Lótus de 1000 pétalas)


O presente trabalho objetiva esclarecer que, considerando a atual fase de evolução da humanidade e a estrutura dos veículos humanos, onde o corpo mental ainda está em formação, tendo passado as fases de sono sem sonhos (consciência do reino mineral), de sonho com sonhos (consciência do reino vegetal), acordado no reino animal e começado a pensar no reino hominal e, nesta fase, desenvolvido a mente instintiva, a mente sensitiva, a mente memorativa e atualmente desenvolve a mente racional (lógica), com vislumbres da mente intuitiva, ainda não possui as condições necessárias para que a Energia Solar possa ser direcionada para ultrapassar seu assento natural. Entretanto, quando o Ser humano equilibra o seu caráter com as virtudes acima mencionadas, ele cria as condições necessárias para que sua estrutura corporal (seus três corpos densos) se torne mais sutil (isto implica em melhores cuidados com a alimentação física e moral e a qualidade de seus pensamentos) naturalmente essa energia começa a fluir sutilmente de seu assento natural e ele começa a viver um tipo de vida incompreensível para a maioria dos seres humanos, isto porque, toda sua expressão de vida passa a experimentar, vivenciando, as promessas dos grandes Instrutores da Humanidade, ainda pouco ouvidos por quase a totalidade dos seres humanos. Nosso convite é este: experimentem vivenciar ao menos as três primeiras virtudes acima mencionadas e constatem, pessoalmente, os benefícios proporcionados pelo cruzar estes Portais.
Não é tão difícil vencer essas três etapas de nossa evolução, porém elas exigem disciplina e determinação e, quanto mais cedo começarmos, mais cedo também vivenciaremos a experiência de, ao terminar nossa atual encarnação, aportarmos ao outro lado da vida conscientes e emancipados para um vida mais consentânea ao propósito de nossa Alma. Termino dizendo: sim é possível e desejável fazer com que A Energia Solar comece a subir pela coluna vertebral, mas é imprescindível que o estudante adquira antes as qualidades acima mencionadas. Kundalinî irá energizar o que o estudante já possui dentro de seus corpos, seja positivo ou negativo. Se você já está com a consciência plenamente harmonizada dentro de seus veículos plenamente harmonizados vá em frente, pois irá participar somente daquilo que já construiu. Se não, por que essa pressa? Será curiosidade em relação a experiência a ser vivida? A curiosidade matou o gato!


Panyatara



[1] Para alguns, na região acima do mesmo.


sábado, 12 de abril de 2014

Devemos mandar cremar o corpo após o que denominamos morte ou enterrá-lo?

Devemos mandar cremar o corpo após o que denominamos morte ou enterrá-lo?



Considerando o grande número de perguntas sobre o tema acima e nosso propósito de transmitir o que vimos aprendendo aos meus irmãos em humanidade, começo uma série de postagens com perguntas feitas através de e-mails e que, pela importância dos assuntos ventilados resolvi colocar neste Blog  para aproveitamento de todos. A pergunta abaixo foi feita pela nossa irmã Fátima sobre a morte de um parente muito próximo, que transmito abaixo:

Olá Panyatara:
Gostaria de saber se a cremação é o melhor meio para retornarmos ao pó e, no caso de concordar com esta proposta perguntaria:  É correto que a cremação de nosso corpo físico só deve ser feita após 72 horas, tempo considerado necessário para o afastamento de nossos demais corpos?
Outra dúvida é: como o corpo deve ser conservado para evitar sua deterioração? Pode ser conservado na geladeira? Isto também não interfere no processo de desligamento dos corpos? Aguardo sua compreensão sobre o assunto.

Resposta:
Olá Fátima:
Suas dúvidas em relação à essas duas perguntas são muito oportunas e já as respondi várias vezes em Aulas, daí que resolvi colocar neste Blog meu entendimento  sobre o assunto e aproveitar suas perguntas para,  neste veículo, tentar servir aos meus irmãos que realizam plenamente a natureza humana em si.  Naturalmente faço isto consciente de que não estou me valendo apenas de meus conhecimentos pessoais, que são redundantes da Presença D`Àquele que realmente possui a sabedoria dentro de todos nós e que existe em mim como em todas as criaturas, sem qualquer privilégio  ou favorecimento particular, ou seja: nosso Cristo Interno.
A resposta da primeira pergunta é um pouco longa e para que você entenda bem todo o processo vida/morte, transcrevo um trecho do livro “Morte: A Grande Aventura” de Alice Bailey que explica tanto o processo do nascimento como o do desencarne:

O PROCESSO DE NASCIMENTO:
“A manifestação da vida no corpo etérico, no tempo e espaço, possui em si o que, esotericamente, tem sido chamado de “dois momentos de brilho”. São eles, primeiro, o momento anterior à encarnação física, quando a luz descendente (portadora da vida) está focalizada com toda a intensidade ao redor do corpo físico e estabelece uma relação com a luz da própria matéria (no ventre materno), que se encontra em cada átomo de substância. Esta Luz focalizada vai concentrar-se em sete áreas do seu círculo-não-se-passa (o universo pessoal do encarnante!) criando assim, sete centros maiores, que controlarão sua expressão e existência no plano externo, esotericamente falando. Este é um momento de grande irradiação: é quase como se um ponto de luz pulsante explodisse em chamas e como se, dentro dessa chama, sete planos de luz intensificada se formassem. Isto é um ponto alto na experiência de tomar uma encarnação e precede, de apenas alguns momentos, o nascimento físico. É isso que provoca a hora do nascimento. A fase seguinte do processo, como é vista pelo clarividente, é o estágio da interpenetração, durante o qual “os sete se tornam vinte e um (corpo físico, astral e mental) e a seguir, muitos”; a substância da luz, o aspecto energia da alma, começa a permear o corpo físico, e o trabalho criativo do corpo etérico ou vital é completado. O primeiro reconhecimento disto, no plano físico é o “som” emitido pela criança que nasce (primeiro choro!). É o clímax do processo. O ato da criação pela Alma está agora completo; uma nova luz brilha num lugar escuro.

A MORTE:
       O segundo momento de brilho acontece como o reverso deste processo e proclama o período de restituição e a abstração final da sua própria energia intrínseca pela Alma. A morada aprisionadora de carne é dissolvida com a retirada da luz/vida. Os quarenta e nove focos no interior do organismo físico se extinguem. Seu calor e luz são absorvidos pelos sete centros maiores de energia. Então a “Palavra de Retorno” é pronunciada e o aspecto-consciência, a natureza da qualidade, a luz e energia do homem encarnado são retirados para o corpo etérico. Da mesma forma, o princípio da vida retira-se do coração. Segue-se uma brilhante fulguração de pura luz elétrica e o “corpo de luz” finalmente extingue todo o contato com o veículo físico denso focalizando-se por um curto período no corpo vital e, a seguir desaparece. O ato de restituição foi completado. Todo este processo de focalização dos elementos espirituais no corpo etérico, com a subsequente dissipação do corpo etérico seria grandemente acelerado pela substituição do sepultamento pela cremação.
          Indagado sobre qual a melhor atitude a respeito da cremação e sob que condições deve ser seguida, o Mestre Djwal Khul disse: É auspicioso o fato de que a cremação se esteja tornando regra geral. Dentro em breve o sepultamento na terra será contra a Lei e a cremação será obrigatória, o que é uma medida saudável e sanitária. Aqueles insalubres locais psíquicos chamados cemitérios, finalmente desaparecerão, assim como a adoração aos antepassados está desaparecendo, tanto no Oriente – com seu culto aos ancestrais – como no Ocidente, com seu tolo culto de posição hereditária.
           Pelo uso do fogo todas as formas são dissolvidas; quanto mais rápido o veículo físico humano for destruído, mais depressa ele perde seu controle ou poderá agir sobre a Alma que se está retirando.
         Muitas tolices têm sido ditas na literatura espiritualista existente sobre a equação do tempo em relação à destruição sequencial dos corpos sutis. Deve dizer-se, contudo que, no momento em que a verdadeira morte for estabelecida (pelo médico ortodoxo encarregado do caso) e assegurado que nenhuma centelha de vida permanece no corpo físico, a cremação é então possível. A morte completa ou verdadeira ocorre quando o fio da consciência e o fio da vida (cordão de prata) são completamente retirados da cabeça e do coração. Dizer que o corpo etérico não deve ser levado apressadamente para as chamas do crematório, ou a crença de que se deve permitir que ele perambule por um período de vários dias não têm absolutamente base na verdade.
       Quando o homem interno se retira do seu veículo físico, retira-se simultaneamente do corpo etérico. É verdade que o corpo etérico pode permanecer por muito tempo no “campo de emanação” quando o corpo físico é enterrado e, frequentemente pode perdurar até a completa desintegração do corpo físico denso. Esta é a causa de ataques e acidentes que muitas vezes acontecem àqueles que descobrem túmulos antigos e se apoderam dos pertences de seus habitantes. Quando ocorre a cremação há, não apenas a imediata destruição do corpo físico e sua restituição à fonte da substância, como também o corpo vital é prontamente dissolvido e suas forças varridas, pela corrente de fogo, para o reservatório das energias vitais, do qual ele sempre foi e é parte inerente, esteja ou não ligado à forma.
    Se for necessário um retardamento por razões familiares ou exigências municipais, a cremação deve seguir a morte dentro de trinta e seis horas. Quando não existir razões para delongas, a cremação pode ser corretamente permitida em doze horas. É, sempre prudente, contudo, esperar doze horas para se ter a certeza da morte verdadeira”.
           
            Confirmando as palavras do Mestre D. K., podemos acrescentar que a cremação é necessária por duas razões fundamentais:
            Primeira: ela acelera a liberação  da Alma daquilo que foi tanto seu corpo físico como sua contraparte etérica, ocasionando, assim, a consumição deste seu envoltório em poucas horas, ao invés de que isto ocorra em tempo muito mais longo, o que não é recomendável. Acresce que a maioria dos seres humanos desencarna ainda saturados de energia vital (não chegam a cumprir todo o processo de vida a que estavam destinados por causa dos excessos vivenciados de toda forma, como, por exemplo, alimentação inadequada, bebidas estimulantes, vícios que apressam o desencarne, aborrecimentos e inadequação de uma vida natural) e, por não utilizarem todo o potencial vital de que estavam constituídos, provocam a perda do veículo físico antes da dissolução do veículo etérico (o corpo vital), com grandes desequilíbrios para o regresso prazeroso aos planos mais sutis da vida.
            Segunda: É também um meio muito necessário para purificar o plano astral e para impedir a tendência do desejo de “mover-se para baixo”, que ocorre com certas personalidades ainda apegadas ao corpo físico, que dificulta sobremaneira a alma que desencarna, em seu regresso aos mundos mais sutis. Esta tendência fica sem encontrar ponto de focalização, considerando que a essência do fogo repele o aspecto forma do desejo e se torna uma importante expressão da divindade com a qual o plano astral não tem relação, sendo, como é, inteiramente criado pela alma humana e não pela Alma Divina. “Nosso Deus é um fogo consumidor” é a frase na Bíblia que se refere ao primeiro aspecto divino do homem, o aspecto destruidor que libera a vida (o Cristo no homem= “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”).
            Resumindo, é extremamente importante deixarmos prontas as providências legais para que após nosso desencarne nosso corpo seja cremado e, se possível, atender as recomendações existentes no livro OS DEUSES ATÔMICOS sobre o assunto (págs. 57/8), a fim de que nossa volta para os mundos mais sutis se realize na forma mais prazerosa possível.
             O maior problema hoje existente para que tudo se cumpra da melhor forma como está acima orientado será evitar o hábito de, logo após o falecimento das energias físicas, colocarem os cadáveres na  geladeira, pois o frio é contra a natureza do corpo e os átomos que o constituem realmente são agredidos quando se realiza esta prática, tão comum nos hospitais. No meu caso, meus filhos já têm instruções para fazer todo o possível e evitar que isto aconteça com meu corpo, porém, se não for possível evitar esta situação estarei preparado para ajudar, evitando, enquanto neste plano, meu apego à matéria e sempre permanecendo consciente de que EU NÃO SOU O MEU CORPO.
            Infelizmente quem fez as posturas municipais em relação ÀS NORMAS PARA A CREMAÇÃO não tem conhecimento das verdades espirituais.
           
Sobre a doação de órgãos e a vida após o desencarne do doador e, também do beneficiário faremos em breve uma nova postagem.


Panyatara